Sexta-feira, 01 De Junho,2012

Fidelis Manuel Leite Magalhães - o timorense mais jovem a ocupar uma posição de nível ministerial

 

 

Fidelis Manuel Leite Magalhães é oriundo de Maliana, capital de distrito de Bobonaro. Ele é o segundo filho de Manuel Magalhães e Regina Cardoso Gouveia Leita. Fidelis tem três irmãos e cinco irmãs. Passou a maior parte da sua infância em Maliana, onde se juntou às atividades da resistência em muita tenra idade. Aos 13 anos tornou-se um membro da Sagrada Família e iniciou a sua actividade no movimento da juventude contra a ocupação Indonésia.

Após a independência e a morte do seu pai, Fidelis abandonou a escola e começou a trabalhar para os Serviços de Refugiados dos Jesuítas como motorista para sustentar a sua família. Foi então promovido a responsável da organização, onde, sob a orientação do Padre Frank Brennan, começou a trabalhar na área dos direitos humanos.

 

Em finais de 2000, Fidelis foi nomeado como um dos responsáveis da Organização dos Direitos Humanos e Refugiados, como diretor repatriado. No início de 2001 foi escolhido para representar a sociedade civil de Timor-Leste na Sessão da ONU, em Genebra, sobre os Direitos Humanos. Foi a sua primeira experiência internacional. Segundo as suas próprias palavras, Fidelis descreveu a experiência como "surreal". Foi a sua primeira viagem internacional e foi convidado a participar numa série de reuniões, quando falava inglês apenas há um ano,aprendido de modo auto-didacta.

 

Ao longo dos anos, Fidelis continuou a desempenhar um papel activo nos esforços de paz e reconciliação.

A partir de meados de 2001 a 2002 trabalhou para várias organizações, incluindo o ACNUR, por um curto período de tempo, como porta-voz e assistente de Relações Externas. No mesmo ano, também atuou como presidente da Comissão de Juventude de Maliana, que é composta por todas as organizações de juventude do distrito.

No final de 2002 foi premiado pelo “East-West Centre” com uma bolsa de estudos, para estudar na Universidade de Hawai-Manoa. Formou-se em Ciências Políticas, com a opção de Literatura. Focou-se principalmente nas teorias políticas, sociais e literárias. Fidelis afirma que foi no “East West Center” que cresceu “academicamente”.

 

“Foi um privilégio conviver com académicos de vários países em Hale Manoa ". afirma Fidelis.

 

Tornou-se um membro ativo do Departamento Político em UH-Manoa formou-se com distinção. Ele era também um aluno brilhante nos estudos da América Latina e Literatura Ibérica.

Com a mesma disposição foi estudar na Universidade de Massachussetes-Amherst. Embora inicialmente a sua intenção fosse o de ficar, decidiu voltar para o Havai alegando um financiamento insuficiente para conseguir viver nos EUA.


Desde 2006 tem trabalhado em diferentes vertentes. Em 2007, trabalhou com a GTZ-IS como perito na participação de Timor-Leste no diálogo nacional. Em seguida, no mesmo ano, foi nomeado como chefe de Diálogo Pós-Transição, que foi financiado pela Noruega. Serviu então, como o líder de equipa, uma série de iniciativas e tornou-se o principal conselheiro para as questões de desenvolvimento e política.


Em 2008, juntamente com o bispo Gunnar Stallsett, enviado especial da Noruega para Timor Leste e membro da Comissão do Prémio Nobel, fundou a iniciativa de Diálogo de Consenso de Alto Nível de modo a " fornecer uma plataforma onde os líderes da nação podem discutir sobre as violações dos direitos humanos e encontrar formas de resolver as questões".


Alguns meses mais tarde, Fidelis recebeu uma bolsa de estudos de Chevening para estudar Política da Economia no “London School of Economics”. Após completar os seus estudos, foi premiado com uma bolsa de estudos da Gulbenkian para estudar Política de Economia Internacional, em Lisboa, Portugal. Na capital portuguesa também tirou a pós-graduação em Relações Internacionais na Escola Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP-UTL).

 

Fidelis sempre manteve o mérito de um aluno exemplar com notas excepcionais.

 

Em outubro de 2011 Fidelis regressou a Timor Leste, ao qual juntou-se à equipa de vitória do actual Presidente da República,Taur Matan Ruak (designado como a “Equipa de Sucesso”), onde na campanha presidencial foi designado como vice-presidente de Sócio-Político e Comunicação e o porta-voz do presidente.

 

Após o anúncio do resultado da eleição presidencial, foi designado pelo Presidente da República como seu representante para garantir uma transição suave no começo do novo mandato.

 

Em 20 de maio de 2012, o Presidente Taur Matan Ruak nomeou-o para ser o seu Chefe de Gabinete.

 

Deste modo, Fidelis Manuel Leite Magalhães é atualmente a pessoa mais jovem a ocupar uma posição de  alto nível no Ministério em Timor-Leste. A sua nomeação demonstra o compromisso do Presidente Taur Matan Ruak na mudança geracional e assim abrir caminho aos jovens para participarem activamente na gestão do Estado.

 

 

Edit/Trd - CC & Gina Araújo

publicado por Eskalabis às 12:50
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Quarta-feira, 30 De Maio,2012

Fidelis Manuel Leite Magalhães - youngest person to hold a ministerial level position in Timor-Leste

 

 

Fidelis Manuel Leite Magalhães hails from Maliana, the capital district of Bobonaro. He is the second child of Manuel Magalhães and Regina Cardoso Gouveia Leita. Fidelis has three brothers and five sisters. He spent much of his childhood in Maliana. He joined resistance activities from quite a young age. At age 13 became a member of Sagrada Familia and became active in the youth movement opposing the indonesian occupation.

 

After the independence and following the death of his father, Fidelis quit school and began to work for the Jesuit Refugee Services as a driver to support his family. He was then promoted to become an officer. It was under the guidance of Fr. Frank Brennan that Fidelis began to work in the area of human rights. At the end of 2000 Fidelis was promoted to be a Human Rights and Refugee and Returnee officer. In early 2001 he was chosen to represent Timor Leste’s civil society at the UN Session on Human Rights in Geneva. It was his first international experience. In his own words, Fidelis described the experience as “surreal”. It was his first international travel and was asked to take part in a series of meetings when it had  only been a year since he began to self-thought english. Throughout the years, Fidelis continued to play an active role in peace and reconciliation efforts. 

 

From mid 2001 to 2002 Fidelis worked for various organizations including a short stint with the UNHCR as its Spokesperson and External Relations Assistant. In the same year he also served as the president of the Maliana Youth Committee. A committee consisted of all the youth organizations in the district.

 

In late 2002 he was awarded an East-West Center managed, US State Department scholarship to study at the University of Hawaii-Manoa.  While in Hawaii he majored in Political Science and minored in Literature. His main concentration was on political, social and literary theories. He claims that it was at the East West Center that he “grew academically. It was a privillege live with many academics from many countries at Hale Manoa”. He became an active  member of the Polisci department at UH-Manoa and graduated With Distinction. He was also a top student in Latin American and Iberian literature. 

 

Under the same arrangement he went to study at the University of Massachussets-Amherst. Although initially he intended to stay on, Fidelis decided to return to Hawaii citing insufficient funding to live on the US mainland.

 

Since 2006 Fidelis has worked in different capacities. In 2007 he worked with GTZ-IS as its Participation Expert in Timor-Leste on the national dialogue. Then in the same year he was appointed head of the Post-Transitional Dialogue funded by Norway. He then served as the team leader on  a number of initiatives and became the principal adviser on development and political issues.

 

In 2008 he, together with Bishop Gunnar Stallsett, Norway’s Special Envoy to Timor Leste and member of the Nobel Prize Committee, founded the High Level National Consensus Dialogue initiative to “provide a platform throughwhich the nation’s leaders can adress past human rights violations and find ways forward”.

 Some months later, Fidelis received a scholarship from the British Chevening scheme to study Political Economy at the London School of Economics.  After completing his studies in London he was awarded a Gulbenkian fellowship to read International Political Economy in Lisbon, Portugal. While in Lisbon he also attended post-graduate courses in International Relations at the Advanced School of Social and Political Sciences (ISCSP-UTL). He maintained the reputation of being a high achiever.

 

In October 2011 Fidelis returned to Timor Leste. He joined President Matan Ruak’s Ekipa da Vitoria (Success Team) in the presidential campaign as vice-president for  Socio-Political Research and Communication. He was then appointed by President Taur Matan Ruak as his spokesperson.

 

After the announcement of the outcome of the  presidential  election, President Ruak appointed Fidelis as his representative to ensure a smooth transition to start his mandate. On May 20, 2012 President Taur Matan Ruak nominated Fidelis to be his Chief of Staff. As such, Fidelis is presently the youngest person to hold a ministerial level position in Timor-Leste. His appointment demonstrates President Taur Matan Ruak’s committment to generational change and opens up the way for young people to actively participate in the running of the state. 

 

 

 

 

publicado por Eskalabis às 15:33
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Terça-feira, 20 De Março,2012

DFAT bid to lock up East Timor war cables

DFAT bid to lock up East Timor war cables

 BY:BRENDAN NICHOLSON, DEFENCE EDITOR

From:The Australian 

March 21, 2012 12:00AM

 

THE Department of Foreign Affairs and Trade has asked Attorney-General Nicola Roxon to sign an extraordinary order that would effectively block the release of dozens of secret cables written more than 35 years ago by Australian diplomats in Indonesia.


And DFAT wants even the reason for this secrecy kept secret.

 

It is believed the cables warned about the horrific scale of the famine in what was then Indonesian-occupied East Timor in the late 1970s, which was caused by a major Indonesian military operation against independence movements Fretilin and Falintil.

 

More than 100,000 East Timorese are believed to have died in or because of the war that followed Indonesia's invasion of the former Portuguese territory in December 1975.

 

It is not clear why DFAT is trying to stop the release of material that is historical, from a time when Indonesia was a military dictatorship.

Under the Archives Act, government documents, including diplomatic cables, are available via the National Archives to be declassified after 30 years when someone such as a researcher or a journalist asks for copies. A department can, however, claim an exemption on the grounds that material might threaten security, defence or international relations.

 

The original request for copies of the documents, stored in the National Archives in Canberra, was made by former Australian army intelligence officer Clinton Fernandes, who is now an associate professor at the Australian Defence Force Academy. Professor Fernandes believes the documents were kept secret because the Fraser government was focused on appeasing president Suharto's regime and did not want the scale of the deaths in East Timor to become public, possibly triggering an uproar that would increase tensions with Jakarta.

 

He believes the cables were written by senior Australian diplomats appalled by what they saw on a visit to East Timor.

 

Professor Fernandes said it was important for the documents to be made public because they revealed Australia might have tried to stop a massive human tragedy becoming public.

 

When his initial request was rejected by the archives, Professor Fernandes appealed through the Administrative Appeals Tribunal. The tribunal has the power to order the release of the documents, which would leave DFAT with the option of appealing to a higher court to stop that happening.

DFAT has asked Ms Roxon to sign a "public interest certificate" -- designed to prevent harm being done to Australia's security, defence or international relations -- allowing the department to keep secret the reasons it does wants the material kept secret.

 

Professor Fernandes told The Australian that if he were not allowed to hear DFAT's reasons for wanting the documents kept from public view, he would not be able to mount an effective case for their release.

 

"I can't win the case unless I know what the government's case is so I can rebut it," he said.

 

Ms Roxon's spokesman confirmed that she had been asked to issue a public interest certificate to protect material that would be relied upon in proceedings before the Administrative Appeals Tribunal.

publicado por Eskalabis às 14:32
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Quinta-feira, 23 De Fevereiro,2012

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Husi: Fidelis Leite-Magalhães, Porta Voz e Terceiro Vice-Presidente ba Ekipa da Vitória

KOMPRENDE LIÚTAN TAUR MATAN RUAK NIA VIZAUN KONA-BA DEMOKRASIA NO SEGURANSA:

Hare’e ba kondisaun rai laran ne’ebé hatudu hela katak depois de libertasaun ba rai nee, ita nian povu seidauk hetan liberdade husi kiak no mukit maka Taur Matan Ruak, hakat mai oin hodi kandidatu ninia án ba Prezidente da Repúblika periodu 2012-2017. Hanesan nia dehan katak “uluk hau jura fo án ba mate ba rai ida nee agora hau jura atu servi deit imi”, Taur Matan Ruak nian partisipasaun iha prosesu demokratiku hanesan dalan ida hodi bele fo dala ida tan nia kontribuisaun ba rai no povo doben ida nee. Taur Matan Ruak nian entrada ba iha palku politika nasional nee atu halibur ema hotu; husi partidus, grupos, relijiaun no fatin hotu-hotu. Nunee nia kandidatura nee hanesan independente no hanesan nia dehan dala fila-fila katak: “hau mai atu halibur, la’os hafahe. Atu hafahe hau la mai.”

Alem de ida nee, Taur Matan Ruak nian prioridade ba prezidensia inklui mos ba konstrusaun da nasaun. Laos deit atu hametin Liútan funsionamentu du estadu, Taur Matan Ruak mós hakarak hare’e ba konstrusaun nasaun nian. Iha nee, nia fo atensaun ba oin sa hametin Liútan unidade no identidade nasional. Atu halo ida nee posivel no ba sustentabilidade husi prosesu, laíha dalan seluk se laos enkoraja liutan ita nian foin sa’e sira iha prosesu hotu iha ita nia vida estadu no nasaun nian.

Taur Matan Ruak hahu nia kareira hanesan soldadu iha ai-laran funu hasoru forsa invasor Indonesia ne’ebé okupa ita nia rai nakonu ho terus oioin durante tinan 24 nia laran. Durante funu nia laran nia komesa asumi funsoens oi-oin husi soldadu bai-bain no hetan promosaun lubuk to sa’e ba pozisaun hanesan Chefe Estado Maior das Falintil i to’o ikus wainhira Comandante das Falintil Nino Konis Santana mate iha Mertutu iha 1998, Taur Matan Ruak mos asume kargu husi nia. Tuirmai-nee quando Comandante em Chefe Kay Rala Xanana Gusmão rezigna án husi Falintil iha tinan 2000, Taur assume kedan fatin nee. Nunee iha momento FALINTIL transforma husi Forsa guerilha nian ba Forsa konvensional iha país demokratiku ida, Taur Matan Ruak mos asume kargu hanesan Komandante Geral das FALINTIL-FDTL. Ho nia lideransa maka ohin loron, maske hakat liu dezafius oi-oin, F-FDTL sai forsa defeza ida ne’ebé professional. Transformasaun ne’ebé akontese ba F-FDTL hanesan mos experiensia foun ida ba mundu tomak katak forsa “rebelde” ida konsegue transforma direitamente ba forsa konvensional ida.

Experiensia hirak nee hotu maka serve hanesan fundasaun ba personalidade Taur Matan Ruak nian nudar ema bai-bain no hanesan lider militar ida. Taur Matan Ruak hanesan ema ida ne’ebé hatene hanoin husi ema kiik nian, laos deit ema bo’ot nian, tamba nia hahu nia kareira militar hanesan soldadu kiik. Laos komesa hanesan ema bo’ot”. Ida nee mos fomenta maneira ida ne’ebé diferente husi lider militar sira seluk: nia kapasidade atu rona. Tuirmai-nee kapasidade hirak nee sai metin Liútan tamba wainhira iha ailaran nia aprende katak se la ho soldadu sira komandante sei laíha folin. Interdependensia entre lideransa ho ninian soldadu sira nee maka fo influensia ba Taur Matan Ruak nia hanoin no personalidade. Alende nee, nia experiensia terus ba tinan barak iha ailaran hanorin nia ba buat balun tuir mai-nee:

1. Nia aprende hadomi povo no rai doben Timor Leste,
2. Nia aprende katak se laos luta ba povo ida nee karik luta no terus iha pasadu sei laíha folin.
3. Nia aprende katak sai lider para atu serve laos para ema servi.
4. Nia mos laos deit aprende atu oinsa bele habelar liutan tatika to estratejia militar, maibe’e oin nusa bele konvense povu hodi fiar ba mehi ukun rasik án. Aspetu ida nee mos hanesan aspetu ne’ebé hatudu ninian kualidade natural nudar lider politiko-militar ida.

Oras nee ex-Major Jeneral Taur Matan Ruak mai fali ona vida sivil hodi lansa ninian kandidatura ba Prezidente da Republika. Iha kontextu nee, Taur Matan Ruak mós mai duni preparado. Ninia ideias sira ne’ebé maka nia aprezenta mesak estruturante no nia iha duni vizaun ba oin. Ami hanoin ninia preparasaun ba ninia pensamento ba kampaña hatudu duni katak:

1. Prezidente ida tenke iha ninia vizaun rasik kona ba nasaun nian moris iha futuru. Povu sei hili ba Prezidente ida ne’ebé ho ninian matenek rasik bele iha hanoin ida diak liúba nasaun nee.
2. Vizaun hirak nee maka sei sai baze ba nia mensajem ba estadu no wainhira nia bolu konsiensia nasaun nian.

Nunee iha parte maktuir, ami sei aprezenta ami nia interpretasaun kona ba Taur Matan Ruak nia hanoin kona ba Demokrasia no Seguransa:

I. Demokrasia

Nia hakarak maka Timor Leste sai país ida ne’ebé nakonu ho prospieridade ho liberdade iha futuru. Povu doben ida nee sei iha asesu ba saude, ba ai-han no ba edukasaun ba la barik sira iha futuru. Hanesan Amilcar Cabral dehan tinan hat-nolu resin liúba iha mensagem ba povu Guinense, “povu la luta ba independensia ba konseitu abstratu ida hanesan liberdade ka ukun án, maibe’e sira hakarak atu iha futuru sira nia oan sira moris ho dignidade. Iha aksesu ba aihan, ba edukasaun no moris la ho tauk”. Ida nee maka tenke sai pilar ba ita nia nasaun nia futuru. Maibe’e para hetan buat hirak nee ita presiza sistema governasaun ida ne’ebé maka bele garantia para ita nia nasaun bele hetan buat hirak temi tiha ona. Ba moris diak ita tenke iha sistema governasaun ida ne’ebé governantes sira sei hatan (responsive) ba nesesidade povu nian ho maneira ida ne’ebé halo populasaun sira sente katak sira hanesan objektivu principal husi prosesu dezenvolvimentu nian. Ba ita nian rai, nia fiar iha prosesu i sistema demokratiku. Tuir buat ne’ebé ami hare’e Taur Matan Ruak hanoin katak demokrasia tenke hanesan meius ida ba moris diak i ao mesmo tempo hanesan mos objektivu husi vida politika-sosial nasaun nee nian. Ida nee hakarak dehan saida? Ida nee so hakarak dehan Taur Matan Ruak fiar katak sem demokrasia ita la bele garantia governasaun ida ne’ebé bele lori aspirasaun povu nian no loke dalan liúba ditadura (iha ne’ebé dala barak liu maka lideransa politika sira garantia deit bem estar sira nia aliadus politikus ka familiares sira nian). Nia hanoin so ho demokrasia deit maka povu bele partisipa iha desizaun kona ba sira nian moris rasik.

Hanesan objektivu, nia fiar katak demokrasia liu fali diskursu politiku deit; liu fali sistema elitoral deit. Demokrasia tenke sai ita nian kultura sivika no mos governasaun. Aban bain rua ita iha sosiedade ida ne’ebé ita nia projeksaun husi ita nia án ba liur, bele inklui mos ita nia aspektu kultural ida ne’ebé demokratiku. Maske nunee balu dehan, óras nee dadaun Timor Leste presiza iha faze ida ne’ebé maka iha nesesidade ba “ditador ida ne’ebé diak (benign dictatorship)”. Barak hanoin argumentu ida nee tamba sira fiar katak demokrasia nee hanesan fin deit husi dezenvolvimentu. Tanba países so bele sai deit demokratiku winhira sira nia dezenvolvimentu ekonomiku forte ona. Kona ba ida nee Taur Matan Ruak fiar katak Timor Leste hakarak dala ida tan hatudu ístoria ba mundu. “Timor Leste hahu kedan ho fiar metin ba demokrasia”. Hanesan meius ba moris diak no hanesan objektivu husi dezenvolvimentu nasional. Ate iha sirklu akademiku, barak maka uza ezemplu husi nasaun balu hanesan Singapura husi buat ne’ebé maka ema bolu tese Lee Kuan Yew nian, la reprezenta didiak realidade global. Argumentu ida-nee’e iha problema lojiku tamba experiensia Singapura nian nee apezar iha suksesu, maibe’e ida nee representa deit nasaun ida ka rua iha mundu. Se ita kompara numeru deit, hatudu ona katak dala barak ditadura, até barak maka iha inisiu iha karakter “diak”, to’o ikus rezulta iha opresaun no iha falhansu total.

Iha kontextu ita nian, lideransa oinsa maka iha karakter demokratiku? Husi parte ami nian, ami hanoin katak ex-Komandante Em Xefe das Forsas Armadas Taur Matan Ruak hatudu tiha ona nia konviksaun ba demokrasia liu husi aksaun, no agora nee dadauk nia hakarak halo kontribuisaun barak liútan ba prosesu demokratiku. Hatudu tiha ona nia konviksaun ba demokrasia tuir dalan hanesan:

1. Nudar membro FALINTIL nia tuir diresaun altura neba husi Comandante em Chefe das FAILINTIL hodi halo forsas armadas sai neutro husi partidus politikus iha luta ba ukun án. Prosesu nee alende loke Liútan suporta ba ita nia luta husi igreja ho organizasoens nasionais internasionais oi-oin, serve mos hanesan hun husi adopsaun ba prinsipiu demokratitu multi-partidarismu iha ita nia rai.
2. Nudar komandante das Forsas Armadas nia sempre hakruk ba supremasia civil. Nia nunka viola ida nee. Nia sempre respeita lideransa sivil husi Ministro ba Defeza ho Seguransa no nia Sekretariu do Estado (ne’ebé maske iha ótas nurak liu nia. Taur Matan Ruak so unico lider ístorico ida maka halo nunee)
3. Maske iha tempo krize liúba, ida ne’ebé sai hanesan koko ida ba ita nia demokrasia, nia la viola konstituisaun da Repúblika. Nia sempre tuir konstituisaun i la hanoin aproveita situasain kaos (rungu-ranga) hodi monta kontrolo militar. Iha nia atuasaun ba dezafius hotu ne’ebé mosu nia sempre atua ho diresaun husi lideransa sivil.

Agora nia sai Prezidente karik ami fiar nia iha kompromisu forte atu halao hau nia knar tuir konstituisaun. Hanesan nia dehan fila-fila, ninian primeira pasu ba lideransa demokratika maka hakru’uk ba konstituisaun. Liliu konstituisaun hanesan ita nia ne’ebé defende principios demokratikos maka’as. Nia halo duni ida nee, nia hatudu katak nia fiar ba demokrasia nee laos “meramente diskursu politiku”. Pozisaun sa deit maka nia iha tamba konstituisaun maka fo. Tanba povu nia mandatu hatur iha lei inan. Kona ba nee nia hatutan; “se ita konsidera ida nee vale wainhira konveniente, entaun ema seluk mós bele respeita deit legitimidade prezidente nian wainhira sira sente konviniente”.

Tuirmai-nee, se for eleitu ba Presidente saida maka Taur Matan Ruak hakarak haforsa Liútan atu nunee demokrasia bele iha abut ne’ebé forte? Tuir buat ne’ebé maka ami observa husi nia nia deskursu no ami nia diskusaun durante nee, ami bele halo rezumo tuirmai:

1. Nia hakarak motiva nafatin povu ba sira nia partisipasaun iha prosesu demokratiku. Nia hanoin to’o ona tempo para povu bele uza nia votu hodi diak no nia identidade nasional la bele sai fali sekundaria ba identidade partidaria. Ida nee hakarak dehan saida? Povu sei la bele leal delek deit ba partidu ka lider ida. Sira tenke aproveita sira nia votu hodi diak para nunee partidu sira ka lideransa aspirante ba Prezidente sira bele presta konta ba povu. Se partidu sira la halo duni buat ne’ebé sira promete, povu tenke iha konsiensia atu bele vota fali seluk. Vota ba lideransa seluk laos hanesan traisaun! Tempo ba karakteriza ema hanesan traidor hotu ona. Iha ukun án nia laran traidor laíha. Se partidus sira la bele fo buat ne’ebé maka sira promete, tenke mobilize án hodi vota ba seluk.
2. Nia hakarak hametin Liútan partisipasaun sosiedade sivil no juventude sira nian. Partisipasaun sosiedade sivil nian nee indispensavel ba hametin demokrasia iha nasaun hotu. Hanesan iha 1980s sosiedade sivil halao knar ida ne’ebé krusial iha revolusaun iha rai hanesan Polonia (liu husi solidaritas), Chezckoslovakia (Velvet revolution) iha resistensia kontra Uniaun Sovietika. Iha Timor mós hanesan. Papel sosiedade sivil nian importante tebes iha ita nia resistensia no ba protesaun dos direitos humanos no auto-determinasaun ita nian. Iha tempo ukun án ida nee, papel sosiedade sivil nian indispensavel. Sira nia papel importante laos ba distribuisaun ai han ka asistensias sosiais maibe’e mos ba haburas no hametin demokrasia. Iha nee, wainhira nia temi sosiedade sivil, nia laos hanoin deit ba ONG sira. Nia definisaun ba sosiedade sivil nee abranjente ne’ebé “inklui grupos asosionais iha sosiedade nia laran hotu”. Nia hanoin ita tenke motiva atu sosiedade sivil bele fasilita prosesu partisipasaun iha demokrasia nia laran. Nia konsidera katak ba defende ita ninian valor sivika estadu deit sei labele. Sosiedade sivil sei tama ba membro ba linha da defeza husi ita nia valores sosiais i politikas. Ita nian sosiedade sivil tenke asegura liberdade emar nian no protesaun ema nian direitu.

II. Seguransa

Taur Matan Ruak dehan dala barak ona: “Hau la preokupa kona ba seguransa. Hau preokupa liu mak ho kiak no desemprego. Laíha país iha mundo maka impoin paz ho kilat. Para nasaun ida sai seguru, uluk nanain, nia ema tenke moris diak”.

Nia fiar katak atu garante lolos paz iha rai laran kilat ka kroat deit sei la kria paz iha ita rain. Laos deit hare ba investimentu iha areas militares, nia mos hakarak asegura seguransa humana. Iha nee, seguransa humana tuir lia menon husi eis-Sekretariu Geral ONU nian ne’ebé dehan, “ita tenke haluan tan ita nian definisaun kona ba paz ho seguransa. Paz signifika liu fali husi laíha funu. Ita tenke hare’e ba seguransa emar nian liu fali termus militares deit. Maibe’e, tenke englobe dezenvolvimenu ekonomiku, justisa sosial, protesaun ba meio ambiente, demokratizasaun, desarmamentu no respeitu ba direitus humanus no estado de direito”.

Nia nia vizaun ida ba futuru maka atu kria kondisaun ida ne’ebé seguru ba ita no ita nia oan sira no kria povu ida ne’ebé livre husi tauk no livre husi luta loro-loron ba ninian nesesidade bazikas. Iha kontextu nee, Taur Matan Ruak dudu ita hodi foka liúba nexus entre seguransa ho dezenvolvimentu. Sei laíha dezenvolvimentu sem seguransa, mas ao mesmo tempo sei laíha seguransa sem dezenvolvimentu. Nunee iha ita nia atendimentu ba kazus inseguransas ita tenke hare’e ninian abut husi pontu de vista sosial no ekonomiku. Ita sei responde ba problemas inseguransa iha rai laran la hodi militarizasaun. Tuir nia hare’e problemas sira ne’ebé maka oras nee mosu barak iha ita nia rai laran iha abut iha kestaun seguransa humana.

Viva Taur Matan Ruak

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Sexta-feira, 02 De Dezembro,2011

Livru ba labarik-oan "The Boy and the Crocodile"

 

 

Um livro infantil "The Boy and the Crocodile"  (O menino  e o Crocodilo) conta a história do nascimento de Timor-Leste.

 

É uma parábola da bondade de estranhos.


  As  páginas foram ilustrados pelas crianças do Orfanato Familia HOPE em Gleno e também com os alunos de Arte Moris.

 

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Livru infantil ida hanaran "The Boy and the Crocodile"  (Labarik mane-oan ida ho Lafaek) konta istória kona-ba Timor-Leste nia bei ala sira

 

Hanesan parábola ida kona-ba laran diak husi ema la´o rai sira.


Suratahan husi livru ne´é labarik-oan sira husi Orfanato Familia HOPE íha Gleno no ho alunus sira husi  Arte Moris mak pinta.
 

 

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A children’s book called The Boy and the Crocodile tells the story of the birth of Timor-Leste.

 

It is a parable of kindness to strangers.


The beautiful pages are illustrated by the children from the Familia Hope Orphanage in Gleno together with Arte Moris students.

 

 

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publicado por Eskalabis às 14:11
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